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ESET descobre vulnerabilidade no WinRAR em documentos de candidatura a empregos

18/8/2025

 
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Os investigadores da ESET, maior empresa europeia de cibersegurança, descobriram uma vulnerabilidade até então desconhecida (zero-day) no WinRAR, que está a ser explorada pelo grupo RomCom, alinhado com a Rússia. Esta é pelo menos a terceira vez que o RomCom é apanhado a explorar uma vulnerabilidade de zero-day significativa.

Exemplos anteriores incluem o abuso do CVE-2023-36884 através do Microsoft Word em junho de 2023 e as vulnerabilidades combinadas atribuídas ao CVE-2024-9680 encadeadas com outra vulnerabilidade anteriormente desconhecida no Windows, CVE-2024-49039, visando versões vulneráveis do Firefox, Thunderbird e Tor Browser, levando à execução de código arbitrário no contexto do utilizador ligado em outubro de 2024.

O RomCom (também conhecido como Storm-0978, Tropical Scorpius ou UNC2596) é um grupo alinhado com a Rússia que conduz campanhas oportunistas contra setores verticais selecionados e operações de espionagem direcionadas. O foco do grupo mudou para incluir operações de espionagem para recolher informações, em paralelo com as suas operações de cibercrime mais convencionais. A backdoor comummente usada pelo grupo é capaz de executar comandos e descarregar módulos adicionais para a máquina da vítima.

A vulnerabilidade, identificada como CVE-2025-8088, utiliza fluxos de dados alternativos (ADSes) para travessia de caminho. Note-se que uma vulnerabilidade semelhante (CVE-2025-6218) que afeta o WinRAR foi divulgada em 19 de junho de 2025, aproximadamente um mês antes.

Assim que a vítima abre o ficheiro aparentemente inofensivo, o WinRAR descompacta-o juntamente com todos os seus ADSes. Por exemplo, para 'Eli_Rosenfeld_CV2 - Copy (10).rar', uma DLL maliciosa é implantada em %TEMP%. Da mesma forma, um ficheiro LNK malicioso é implantado no diretório de inicialização do Windows, alcançando assim persistência por meio da execução no login do utilizador.

Os atacantes criaram o arquivo de forma especial para que aparentemente contivesse apenas um ficheiro benigno, quando na verdade contém vários ADSes maliciosos.

De acordo com a telemetria da ESET, estes arquivos foram usados em campanhas de spearphishing entre 18 e 21 de julho de 2025, visando empresas financeiras, de manufatura, defesa e logística na Europa e no Canadá. Em todos os casos, os atacantes enviaram um CV na esperança de que um alvo curioso o abrisse. De acordo com a telemetria da ESET, nenhum dos alvos foi comprometido.

Esta não é a primeira vez que o RomCom usa exploits para comprometer as suas vítimas. Em junho de 2023, o grupo realizou uma campanha de spearphishing visando entidades governamentais e de defesa na Europa, com engodos relacionados com o Congresso Mundial Ucraniano. O documento Microsoft Word anexado ao email tentou explorar a vulnerabilidade CVE-2023-36884, conforme documentado pela equipa de Pesquisa e Inteligência de Ameaças da BlackBerry.

Em 8 de outubro de 2024, o grupo explorou uma vulnerabilidade então desconhecida no navegador Firefox. A exploração visava uma vulnerabilidade de uso após liberação nas linhas do tempo do Firefox Animation, permitindo que um invasor executasse código num processo de conteúdo, com o objetivo de implantar o backdoor RomCom.

Ao explorar uma vulnerabilidade de zero-day anteriormente desconhecida no WinRAR, o grupo RomCom mostrou que está disposto a investir esforços e recursos significativos nas suas operações cibernéticas. Esta é pelo menos a terceira vez que o RomCom usa uma vulnerabilidade de zero-day em ação, destacando o seu foco contínuo em adquirir e usar exploits para ataques direcionados. A campanha descoberta teve como alvo setores que se alinham com os interesses típicos dos grupos APT alinhados com a Rússia, sugerindo uma motivação geopolítica por trás da operação.

Mais informações: https://www.welivesecurity.com/en/eset-research/update-winrar-tools-now-romcom-and-others-exploiting-zero-day-vulnerability/

Imagens de alta resolução: https://fotos.aempress.com/WhiteHat/ESET/WinRAR

As sete ameaças informáticas mais comuns em Portugal

29/7/2025

 
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A ESET, maior empresa europeia de cibersegurança, compila regularmente as principais estatísticas dos seus sistemas de deteção. A partir do seu mais recente relatório de ameaças digitais, revela dados específicos de Portugal que recolheu ao longo do primeiro semestre de 2025.

As sete ameaças mais detetadas em Portugal neste período coincidem quase exatamente com as detetadas globalmente, diferindo principalmente na ordem, embora o primeiro lugar se mantenha. 

Todas estas ameaças são trojans (em português, cavalos de Troia), um tipo de malware que se faz passar por um programa normal para enganar os utilizadores. Ao contrário de vírus e worms, os trojans geralmente não se injetam noutros ficheiros ou tentam propagar-se de outra forma. Em vez disso, depois de serem instalados, executam uma payload que pode consistir em qualquer outro malware, mas que atualmente costuma agir como um ponto de acesso entre o agente malicioso e o dispositivo afetado.

O trojan HTML/Phishing.Agent foi o malware mais detetado em Portugal e no mundo pela ESET no primeiro semestre de 2025. Este malware consiste em ficheiros HTML maliciosos distribuídos por email em esquemas de phishing, uma técnica de engenharia social em que os atacantes fingem ser uma entidade legítima para levar os utilizadores a revelar dados pessoais ou, como neste caso, a instalar malware.

O DOC/Fraud ocupa o segundo lugar, representando principalmente documentos Microsoft Word carregados com diversos tipos de conteúdos fraudulentos e distribuídos como anexos de email. Destaque ainda para o HTML/FakeCaptcha, a segunda ameaça mais detetada globalmente e terceira em Portugal, um novo tipo de engenharia social virtualmente inexistente até há um ano. Este malware usa uma mensagem de erro ou verificação falsa para levar os utilizadores a copiar e colar um script malicioso e depois executá-lo, fazendo-se passar por um sistema CAPTCHA legítimo.

O JS/Agent, em quarto lugar, é o nome de deteção para malware distribuído sob a forma de ficheiros JavaScript injetados em websites maliciosos, ou legítimos e comprometidos, que infetam os dispositivos dos utilizadores quando estes visitam o website. O quinto lugar introduz o Win/Exploit.CVE-2017-11882, um malware que tira partido de uma vulnerabilidade no editor de equações do Microsoft Office 2017. Esta vulnerabilidade já foi corrigida pela Microsoft, mas os agentes maliciosos contam com o facto de muitos utilizadores ainda não a terem instalado. O HTML/Phishing aparece em sexto lugar, e é uma variante do malware mais detetado, recorrendo a URLs maliciosos embebidos em emails para infetar os utilizadores. A tabela termina com o PDF/Phishing.Agent, um malware semelhante às outras entradas que recorrem a phishing para enganar os utilizadores, mas que é distribuído através de ficheiros PDF em vez de HTML.

«Divulgar estes dados específicos de Portugal permite às empresas e aos consumidores compreenderem que estas ameaças não são abstratas nem distantes», avança Ricardo Neves, Marketing Manager da ESET Portugal. «Estão a acontecer aqui e têm um impacto real na nossa sociedade. Conhecer os vetores mais utilizados pelos atacantes no nosso país é fundamental para ajustar políticas de segurança, formar equipas e evitar decisões que, por desconhecimento, colocam em risco a operação, os dados e a confiança digital. O nosso papel é proteger mas também sensibilizar», clarifica.

Imagens de alta resolução
: https://fotos.aempress.com/WhiteHat/ESET/Threat-Report-H1-2025
Relatório global de ameaças da ESET: https://web-assets.esetstatic.com/wls/en/papers/threat-reports/eset-threat-report-h12025.pdf

Novo tipo de ataque informático dispara 500% e ameaça milhões: ESET alerta para evolução acelerada do crime digital no primeiro semestre de 2025

22/7/2025

 
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A maior empresa europeia de cibersegurança ESET acaba de lançar o seu mais recente relatório sobre as ameaças digitais que marcaram o primeiro semestre de 2025. Entre os dados mais preocupantes está o crescimento explosivo de um novo tipo de ataque, batizado de ClickFix, que aumentou mais de 500% desde o final de 2024 e já é o segundo ataque mais comum no mundo digital, logo atrás do phishing.

O ClickFix engana os utilizadores com mensagens de erro falsas, levando-os a copiar e colar comandos perigosos nos seus dispositivos — uma técnica simples, mas altamente eficaz, que funciona em todos os principais sistemas operativos (Windows, macOS e Linux). O objetivo é instalar programas maliciosos para roubar informações, controlar remotamente os computadores ou até minerar criptomoedas.

“Estamos a ver esta técnica a ser usada para todo o tipo de crimes online — desde roubo de dados a ataques personalizados por grupos organizados”, explica Jiří Kropáč, diretor dos Threat Prevention Labs da ESET.

Outras tendências destacadas incluem:
  • Troca de líderes entre ladrões digitais de dados (infostealers): o SnakeStealer tornou-se o programa mais usado para roubar passwords e outras informações pessoais;
  • Ataques de ransomware em guerra interna: grupos de hackers estão a lutar entre si, o que gera instabilidade no submundo do crime digital e quebra de confiança nas redes de extorsão;
  • Fraudes em telemóveis a crescer: as deteções de aplicações maliciosas com anúncios indesejados dispararam 160%, muitas delas usando truques para imitar apps legítimas;
  • Exploração de pagamentos por aproximação (NFC): aumentaram mais de 35 vezes as tentativas de fraude com cartões digitais e carteiras virtuais. Algumas redes de criminosos usam até vários telemóveis em simultâneo para escalar os ataques.

A ESET também destaca os seus esforços bem-sucedidos para interromper grandes redes de malware, como o Lumma Stealer e o Danabot, demonstrando o impacto positivo da cooperação internacional contra o crime digital.

“A primeira metade de 2025 foi tudo menos calma. Vimos novas formas de enganar as pessoas, ataques mais sofisticados em smartphones e grandes mudanças no mundo do crime cibernético”, conclui Kropáč.

Mais informações: https://www.welivesecurity.com/en/eset-research/eset-threat-report-h1-2025/
Relatório completo: https://web-assets.esetstatic.com/wls/en/papers/threat-reports/eset-threat-report-h12025.pdf

ESET Partner Meeting 2025 reuniu mais de 100 parceiros em Ílhavo para partilhar estratégias, tecnologia e visão de futuro

3/6/2025

 
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A ESET Portugal realizou no passado dia 29 de maio, em Ílhavo, mais uma edição do ESET Partner Meeting, que contou com a presença de mais de 100 parceiros de todo o país. Nesta edição, destacámos o novo programa ESET Partner Connect, concebido para impulsionar o crescimento dos canais B2C, B2B e MSP, oferecendo novas oportunidades de negócio e maior proximidade ao mercado.

O Diretor Geral da ESET Portugal, Nuno Mendes, apresentou o futuro programa ESET Partner Connect, com foco nos canais B2C, B2B e MSP. Este programa representa uma evolução e traduz-se em novas oportunidades de negócio e maior proximidade ao mercado.

Ricardo Neves
, Marketing Manager da ESET Portugal, destacou a forma como a empresa tem vindo a adaptar-se à evolução das ciberameaças, nos diferentes mercados de consumo e empresarial. A apresentação reforçou a robustez e diversidade do portefólio da ESET, assente em tecnologia multicamada com inteligência artificial, desenvolvido para proteger consumidores e empresas num cenário digital cada vez mais desafiante.
A componente técnica do evento contou com uma intervenção de Ondrej Kubovič, Security Awareness Specialist da ESET Headquarters, que apresentou uma visão comparativa exclusiva da evolução das ciberameaças em Portugal e no contexto global. A análise incluiu temas críticos como infostealers (Redline, Lumma), phishing com ReCaptcha, apps maliciosas e fraudes com identidade de celebridades, como o caso Nomani. A sessão alertou para a crescente necessidade de reforçar a ciber-resiliência nos vários setores.

Benjamin Burgher-Fuller
, Global Sales Engineer Lead da ESET Headquarters, abordou a oferta ESET MDR (Managed Detection & Response), demonstrando os seus benefícios e partilhando casos práticos que comprovam a eficácia da solução na proteção contra ameaças avançadas. O evento terminou com a apresentação de Alexander Skopetz, da Xopero, empresa membro da ESET Technology Alliance, que destacou o papel das soluções de backup e disaster recovery como componentes críticas de uma estratégia de proteção de dados abrangente e eficaz para parceiros de canal.

Nuno Mendes
, Diretor Geral da ESET Portugal, afirmou que: “Este evento foi um verdadeiro sucesso e reflete não só o crescimento exponencial da ESET no canal de parceiros, como também a maturidade e o compromisso desta comunidade em levar ao mercado nacional soluções de cibersegurança de confiança — desenvolvidas na Europa, com base em inovação, privacidade e independência tecnológica. É este alinhamento que nos permite continuar a crescer juntos”.

O ESET Partner Meeting 2025 reforçou mais uma vez o compromisso da fabricante com os seus parceiros, promovendo um espaço de partilha, alinhamento estratégico e visão colaborativa para o futuro da cibersegurança em Portugal.
Fotos de alta resolução: https://fotos.aempress.com/WhiteHat/ESET/ESET-Partner-Meeting-2025
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Grupos cibercriminosos visam Ucrânia e outros países europeus no primeiro trimestre de 2025

22/5/2025

 
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A ESET, empresa europeia líder em soluções de cibersegurança, lançou o seu mais recente Relatório de Atividade APT, que destaca as atividades de grupos APT (Ameaça Persistente Avançada) selecionados e documentados por investigadores da ESET de outubro de 2024 a março de 2025. Durante o período monitorizado, grupos alinhados com a Rússia, nomeadamente o Sednit e o Gamaredon, mantiveram campanhas agressivas visando principalmente a Ucrânia e países da UE.

A Ucrânia foi alvo da maior intensidade de ciberataques contra as infraestruturas críticas e as instituições governamentais do país. O grupo Sandworm, também alinhado com a Rússia, intensificou as operações destrutivas contra as empresas ucranianas do setor da energia, utilizando um novo wiper (malware que apaga dados) chamado ZEROLOT. Os grupos alinhados com a China continuaram a participar em campanhas de espionagem persistentes, centradas em organizações europeias.

O Gamaredon continuou a ser o grupo APT mais prolífico a visar a Ucrânia, melhorando a ofuscação de malware e introduzindo o PteroBox, um stealer (malware que rouba ficheiros) que utiliza o Dropbox.

"O infame grupo Sandworm concentrou-se fortemente no comprometimento das infraestruturas energéticas ucranianas. Em casos recentes, implantou o ZEROLOT na Ucrânia. Para isso, os atacantes abusaram da Política de Grupo do Active Directory nas organizações afetadas", afirmou Jean-Ian Boutin, Diretor de Investigação de Ameaças da ESET.

O Sednit refinou a sua exploração de vulnerabilidades de scripts entre sites em serviços de webmail, expandindo a Operação RoundPress da Roundcube para incluir Horde, MDaemon e Zimbra. A ESET descobriu que o grupo explorou com sucesso uma vulnerabilidade de dia zero no Servidor de Email MDaemon contra empresas ucranianas. Vários ataques do Sednit contra empresas de defesa localizadas na Bulgária e na Ucrânia utilizaram campanhas de spearphishing (phishing personalizado) de email como isco. Outro grupo alinhado com a Rússia, o RomCom, demonstrou capacidades avançadas ao explorar vulnerabilidades de dia zero contra o Microsoft Windows e o Mozilla Firefox.

Na Ásia, os grupos APT alinhados com a China continuaram as suas campanhas contra instituições governamentais e académicas. Ao mesmo tempo, os agentes de ameaças alinhados com a Coreia do Norte aumentaram significativamente as suas operações dirigidas à Coreia do Sul, dando especial ênfase a indivíduos, empresas privadas, embaixadas e pessoal diplomático.

O Mustang Panda continuou a ser o mais ativo, visando instituições governamentais e empresas de transporte marítimo através de loaders (malware que carrega malware adicional) Korplug e unidades USB maliciosas. O DigitalRecyclers continuou a visar entidades governamentais da UE, implementando os backdoors (ferramentas para ultrapassar ciberproteção) RClient, HydroRShell e GiftBox. O PerplexedGoblin utilizou o seu novo backdoor de espionagem, que a ESET designou por NanoSlate, contra uma entidade governamental da Europa Central, enquanto o Webworm visou uma organização governamental sérvia utilizando a VPN SoftEther, enfatizando a contínua popularidade desta ferramenta entre os grupos alinhados com a China.

Noutros locais da Ásia, os grupos APT alinhados com a Coreia do Norte estiveram particularmente ativos em campanhas com motivações financeiras. O DeceptiveDevelopment alargou significativamente o seu alvo, utilizando ofertas de emprego falsas principalmente nos setores de criptomoeda, blockchain e finança. O grupo utilizou técnicas inovadoras de engenharia social para distribuir o malware multiplataforma WeaselStore. O roubo de criptomoedas Bybit, atribuído pelo FBI ao grupo TraderTraitor, envolveu um comprometimento da cadeia de abastecimento da Safe{Wallet} que causou perdas de aproximadamente 1,5 mil milhões de dólares.

Entretanto, outros grupos alinhados com a Coreia do Norte registaram flutuações no seu ritmo operacional: no início de 2025, o Kimsuky e o Konni voltaram aos seus níveis de atividade habituais após um declínio notável no final de 2024, desviando o seu alvo dos think tanks de língua inglesa, ONGs e especialistas da Coreia do Norte para se concentrarem principalmente em entidades e pessoal diplomático sul-coreanos; e o Andariel ressurgiu, após um ano de inatividade, com um ataque sofisticado contra uma empresa de software industrial sul-coreana.

Os grupos APT alinhados com o Irão mantiveram o seu foco principal na região do Médio Oriente, visando predominantemente organizações governamentais e entidades dos setores da indústria e da engenharia em Israel. Para além disso, a ESET observou um aumento global significativo nos ciberataques contra empresas de tecnologia, em grande parte atribuído ao aumento da atividade do DeceptiveDevelopment.

"As operações destacadas são representativas do cenário mais amplo de ameaças que investigámos durante este período. Ilustram as principais tendências e desenvolvimentos, e contêm apenas uma pequena fração dos dados de inteligência de cibersegurança fornecidos aos clientes dos relatórios APT da ESET", acrescentou Boutin.

Relatório completo: https://web-assets.esetstatic.com/wls/en/papers/threat-reports/eset-apt-activity-report-q4-2024-q1-2025.pdf

ESET descobre operação de ciberespionagem de empresa chinesa cujos alvos incluíram instituições europeias

11/4/2025

 
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O Departamento de Justiça dos Estados Unidos (DOJ) apresentou uma acusação contra funcionários da empresa chinesa I-SOON pelo seu envolvimento em várias operações de ciberespionagem global. A ESET documentou anteriormente estas operações nos seus relatórios de Threat Intelligence e atribuiu-as ao grupo FishMonger – o braço operacional da I-SOON – incluindo um que envolveu sete organizações que a ESET identificou como sendo alvo de uma campanha de 2022 que denominou Operação FishMedley.

Juntamente com a acusação, o FBI (que se refere ao FishMonger como Aquatic Panda) adicionou os nomes citados à sua lista dos mais procurados. A acusação descreve vários ataques que estão fortemente relacionados ao que a ESET publicou num relatório no início de 2023. Hoje, a ESET partilha informação sobre esta campanha global que teve como alvo governos, organizações não governamentais (ONGs) e think tanks na Europa, Ásia e Estados Unidos.

“Durante 2022, a ESET investigou vários comprometimentos onde implantes como o ShadowPad e o SodaMaster, que costumam estar associados a agentes de ameaça alinhados com a China, foram usados. Conseguimos agrupar sete incidentes independentes para a Operação FishMedley”, diz o investigador da ESET Matthieu Faou, que investigou a operação do FishMonger. “Durante a nossa investigação, conseguimos confirmar de forma independente que o FishMonger é uma equipa de espionagem operada pela I-SOON, uma empresa chinesa com sede em Chengdu que sofreu uma infame fuga de documentos em 2024”, acrescenta Faou.

Em 2022, na Operação FishMedley, o FishMonger atacou organizações governamentais em Taiwan e na Tailândia, instituições de caridade católicas na Hungria e nos Estados Unidos, uma ONG nos Estados Unidos, um think tank geopolítico em França e uma organização desconhecida na Turquia. Estas verticais e países são diversos, mas a maioria é de interesse óbvio para o governo chinês.

Na maioria dos casos, os atacantes pareciam ter acesso privilegiado dentro da rede local, como credenciais de administrador. Os operadores utilizaram implantes, como o ShadowPad, o SodaMaster e o Spyder, que são comuns ou exclusivos de atores de ameaça alinhados com a China. Entre outras ferramentas usadas pelo FishMonger no FishMedley estão um exfiltrador de passwords, uma ferramenta usada para interagir com o Dropbox, provavelmente usada para exfiltrar dados da rede da vítima, o scanner de rede fscan e um scanner NetBIOS.

O FishMonger está sob a alçada do Grupo Winnti e, muito provavelmente, está a operar a partir da China, da cidade de Chengdu, onde o escritório da I-SOON presumivelmente continua a estar localizado. O FishMonger também é conhecido como Earth Lusca, TAG 22, Aquatic Panda ou Red Dev 10. A ESET publicou uma análise deste grupo no início de 2020, quando visou fortemente as universidades de Hong Kong durante os protestos cívicos que começaram em junho de 2019.

O grupo é conhecido por realizar ataques do tipo “watering hole”. O conjunto de ferramentas do FishMonger inclui o ShadowPad, o Spyder, o Cobalt Strike, o FunnySwitch, o SprySOCKS e o BIOPASS RAT.

Mais informações: https://www.welivesecurity.com/en/eset-research/operation-fishmedley

ESET descobre atividades de ciberespionagem contra a Europa

24/3/2025

 
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Investigadores da ESET detetaram atividades de ciberespionagem realizadas pelo grupo MirrorFace, alinhado com a China, contra um instituto diplomático da Europa Central no contexto da World Expo 2025, que será realizada este ano em Osaka, no Japão.

Conhecido principalmente pelas suas atividades de ciberespionagem contra organizações no Japão, tanto quanto a ESET conseguiu determinar esta é a primeira vez que o MirrorFace mostra intenção de se infiltrar numa entidade europeia. A campanha foi descoberta no segundo e terceiro trimestre de 2024 e denominada Operação AkaiRyū (japonês para RedDragon) pela ESET; ela mostra TTPs (Técnicas, Táticas e Procedimentos) atualizados que a ESET observou ao longo do ano passado.

“O MirrorFace teve como alvo um instituto diplomático da Europa Central. Tanto quanto sabemos, esta é a primeira e, até à data, a única vez que o MirrorFace tem como alvo uma entidade na Europa”, afirma o investigador da ESET Dominik Breitenbacher, que investigou a campanha AkaiRyū.

Os operadores do MirrorFace prepararam o seu ataque de spearphishing (phishing direcionado) criando um email que faz referência a uma interação anterior e legítima entre o instituto e uma ONG japonesa. Durante este ataque, o grupo utilizou a próxima World Expo 2025 – a realizar em Osaka, no Japão – como isco. Isto mostra ainda que, mesmo considerando este novo alvo geográfico mais alargado, o MirrorFace continua concentrado no Japão e em eventos com ele relacionados.

Antes do ataque ao instituto diplomático europeu, o MirrorFace visou dois funcionários de um instituto de investigação japonês, utilizando um documento Word malicioso e protegido por palavra-passe, entregue de forma desconhecida.

Durante a análise da Operação AkaiRyū, a ESET descobriu que o MirrorFace atualizou significativamente os seus TTPs e ferramentas. O MirrorFace começou a usar o ANEL (também conhecido como UPPERCUT) – uma backdoor considerada exclusiva do grupo APT10 – que se acreditava ter sido abandonada há anos; no entanto, a atividade mais recente sugere que o desenvolvimento do ANEL foi reiniciado. O ANEL suporta comandos básicos para manipulação de ficheiros, execução de payloads e captura de imagens de ecrã.

“A utilização do ANEL também fornece mais provas no debate em curso sobre a potencial ligação entre o MirrorFace e o APT10. O facto de o MirrorFace ter começado a utilizar o ANEL, juntamente com outras informações previamente identificadas, como a semelhança de alvos e de código de malware, levou-nos a alterar a nossa atribuição: acreditamos agora que o MirrorFace é um subgrupo do APT10”, acrescenta Breitenbacher.

Além disso, o MirrorFace implantou uma variante altamente personalizada do AsyncRAT, incorporando este malware numa cadeia de execução intrincada e recém-observada que executa o RAT (trojan de acesso remoto) dentro da Windows Sandbox. Este método esconde eficazmente as atividades maliciosas das capacidades de controlos de segurança para detetar a infeção.

Paralelamente ao malware, o MirrorFace também começou a implementar o Visual Studio Code (VS Code) para abusar da sua funcionalidade de túneis remotos. Os túneis remotos permitem ao MirrorFace estabelecer um acesso furtivo à máquina comprometida, executar código arbitrário e implantar outras ferramentas. Finalmente, o MirrorFace continuou a empregar a sua atual backdoor principal, HiddenFace, reforçando ainda mais a persistência em máquinas comprometidas.

Entre junho e setembro de 2024, a ESET observou o MirrorFace a conduzir várias campanhas de spearphishing. Com base nos dados da ESET, os atacantes obtiveram acesso inicial principalmente enganando os alvos para que abrissem anexos ou links maliciosos e, em seguida, aproveitaram aplicações e ferramentas legítimas para instalar furtivamente o seu malware. Especificamente, na Operação AkaiRyū, o MirrorFace abusou de aplicações desenvolvidas pela McAfee e também de uma desenvolvida pela JustSystems para executar o ANEL.

A ESET colaborou com o instituto diplomático da Europa Central afetado e realizou uma investigação forense. A estreita colaboração com a organização afetada proporcionou uma visão rara e profunda das atividades pós-comprometimento que, de outra forma, não teriam sido vistas. A ESET apresentou os resultados desta análise na Joint Security Analyst Conference (JSAC) em janeiro de 2025.

Mais informações: https://www.welivesecurity.com/en/eset-research/operation-akairyu-mirrorface-invites-europe-expo-2025-revives-anel-backdoor

ESET Threat Report H2 2024: “infostealers” destacam-se, carteiras de criptomoedas são alvo e… macOS também

20/12/2024

 
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No habitual jogo do gato e do rato com os gestores de TI, na segunda metade de 2024 os cibercriminosos mantiveram-se ocupados, encontrando lacunas na segurança e formas inovadoras de expandir o seu leque de vítimas. Mas houve um tipo de ameaça e de alvo que, de acordo com os investigadores da ESET, se destacaram: os “infostealers” e as criptomoedas.

O “Threat Report” da ESET referente ao período de junho a novembro de 2024 salienta as ameaças recorrentes dos chamados “Infostealers”, bem como alterações registadas nas ferramentas mais usadas para roubo de dados. 
Sem surpresa, com as criptomoedas a atingir valores recordes no segundo semestre de 2024, os dados das carteiras de criptomoedas foram um dos principais alvos dos agentes maliciosos. Na telemetria da ESET, isso refletiu-se num aumento nas deteções de ‘cryptostealers’ [infostealers específicos para roubo de dados de carteiras de criptomoedas] em várias plataformas. 

Curiosamente, o aumento mais dramático foi registado no macOS, onde o chamado Password Stealing Ware – que visa fortemente as credenciais de carteiras de criptomoedas – registou um aumento de 127% em comparação com o primeiro semestre do ano. Ao mesmo tempo, as ameaças financeiras no Android, que visam aplicações bancárias e carteiras de criptomoedas, aumentaram 20%.

Os utilizadores de Android, mas também os de dispositivos iOS, devem estar atentos a um novo vetor de ataque, já capturado ‘in the wild’ e analisado pelos investigadores da ESET no segundo semestre de 2024. Nesses ataques, os cibercriminosos aproveitaram as tecnologias Progressive Web App (PWA) e WebAPK para contornar as medidas de segurança tradicionais vinculadas aos aplicativos móveis. 

A razão é que nem os PWAs nem os WebAPKs exigem que os utilizadores concedam permissões explícitas para instalar aplicações de fontes desconhecidas; desta forma, os utilizadores das duas maiores plataformas móveis podem acabar por instalar involuntariamente aplicações maliciosas que roubam credenciais bancárias. E, a menos que haja uma mudança na forma como estas plataformas abordam este tipo de tecnologias, a ESET prevê o aparecimento de campanhas de phishing mais sofisticadas e variadas, utilizando PWAs e WebAPKs.

Redes sociais, IA e vídeos ‘deepfake’

Recentemente, as águas das redes sociais tornaram-se ainda mais turvas, com o aparecimento de uma série de novas fraudes que utilizam vídeos ‘deepfake’ e publicações com marcas de empresas para atrair as vítimas para esquemas de investimento fraudulentos. 

Esses golpes, rastreados pela ESET como HTML/Nomani, tiveram um aumento de 335% nas deteções entre os períodos do relatório, e não se espera que o seu crescimento diminua.

O segundo semestre de 2024 também deu origem a um novo golpe direcionado aos utilizadores de plataformas populares de reserva de alojamento, como o Booking.com e o Airbnb. Utilizando um kit de ferramentas denominado Telekopye, originalmente desenvolvido para defraudar pessoas em mercados online, os burlões utilizam contas comprometidas de fornecedores de alojamento legítimos para identificar pessoas que tenham reservado recentemente uma estadia e, em seguida, direcionam-nas para páginas de pagamento fraudulentas.

O relatório completo da ESET pode ser acedido aqui.

ESET reforça as proteções do ESET HOME contra roubo de identidade, ransomware, phishing e muito mais

22/10/2024

 
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A ESET, maior fabricante europeu de cibersegurança, anunciou hoje o lançamento da atualização da sua oferta para consumidores ESET HOME Security, introduzindo novas funcionalidades como o ESET Folder Guard e o Multithread Scanning, juntamente com uma melhoria geral das suas capacidades. A Proteção de Identidade com Dark Web Monitoring está agora disponível globalmente.

Estas melhorias no ESET HOME Security, enquanto solução tudo-em-um para consumidores, correspondem ao número cada vez maior de ameaças avançadas, automatizadas e potenciadas por IA que visam indivíduos e respondem às crescentes preocupações com a privacidade dos dados, ataques de ransomware, phishing e burlas.

Apesar de estar repleto da mais recente tecnologia, o ESET HOME Security continua a ser fácil de utilizar graças ao ESET HOME, uma plataforma de gestão de segurança completa disponível em todos os principais sistemas operativos – Windows, macOS, Android, iOS – e que abrange todos os dispositivos domésticos inteligentes típicos. Agora, o ESET HOME Security oferece uma proteção doméstica ainda melhor.

“Como um fornecedor de proteção da vida digital, a ESET dedica-se a estar sempre um passo à frente dos adversários. A nossa equipa de especialistas criou uma solução de proteção da vida digital que combina mais de 30 anos de experiência humana com inteligência artificial, tecnologia de segurança multicamada e proteção em tempo real na nuvem. Seguindo uma abordagem de prevenção em primeiro lugar que impede as ameaças antes que elas possam causar qualquer dano, o ESET HOME Security traz paz de espírito em relação à privacidade e segurança, mantendo-se fácil de usar, poderoso, leve e rápido”, disse Viktória Ivanová, Vice-Presidente do Segmento de Consumo e IoT da ESET.

Para complementar a longa lista de camadas de proteção já existentes, incluindo Antivírus e Antispyware, Firewall, Ransomware Shield, Anti-Phishing, Banca Segura, Navegação Segura, Gestor de Palavras-Passe, VPN e Antirroubo – para citar apenas algumas – foram adicionadas novas funcionalidades e melhorias:

Nova Dark Web Monitoring — A Proteção de Identidade vasculha sites na dark web, chatrooms do mercado negro, blogs e outras fontes de dados para detetar o comércio ilegal e a venda de informações pessoais dos utilizadores. A tecnologia da ESET envia alertas imediatos para que os utilizadores possam tomar rapidamente medidas.

Novo ESET Folder Guard -- Esta tecnologia ajuda a proteger os dados valiosos dos utilizadores de Windows contra aplicações maliciosas e ameaças, como ransomware, worms e wipers (malware que pode danificar ou até apagar os dados dos utilizadores). Os utilizadores podem criar uma lista de pastas protegidas – os ficheiros nestas pastas não podem ser modificados ou eliminados por aplicações não confiáveis.

Novo Multithread Scanning -- Melhora o desempenho da análise para dispositivos com processadores multicore utilizando o Windows, distribuindo os pedidos de análise pelos núcleos de CPU disponíveis. Podem existir tantas threads de análise quantos os núcleos de processador existentes na máquina.

Novo Link Scanner — Esta funcionalidade melhora o ESET Mobile Security Anti-Phishing que, em geral, bloqueia potenciais ataques de phishing provenientes de websites ou domínios listados na base de dados de malware da ESET. O Link Scanner é uma camada adicional de proteção para os utilizadores de smartphones Android que permite ao ESET Mobile Security verificar todos os links que um utilizador tenta abrir, não apenas aqueles provenientes de websites suportados e aplicações de redes sociais. Por exemplo, se um utilizador recebe um link de phishing num jogo e o abre, o link é primeiro redirecionado para o ESET Mobile Security, onde é verificado, antes de ser redirecionado para o navegador. Se o utilizador estiver a usar um navegador não suportado, o Link Scanner simplesmente bloqueia o link malicioso.

Modo de Jogador melhorado — Esta funcionalidade destina-se a utilizadores que exigem uma utilização ininterrupta do seu software sem janelas pop-up e que pretendem minimizar a utilização do CPU. A versão melhorada permite aos utilizadores criar uma lista de aplicações que iniciam automaticamente o modo de jogador. Para os jogadores mais cautelosos, existe também uma nova opção para apresentar alertas interativos enquanto o modo de jogador está a correr.

Gestor de Palavras-Passe melhorado — O ESET Password Manager agora inclui uma opção para sair remotamente do Gestor de Palavras-Passe quando ele tiver uma sessão iniciada noutros dispositivos. Os utilizadores podem verificar a sua palavra-passe em relação à lista de violação de palavras-passe e visualizar um relatório de segurança que informa os utilizadores se utilizarem palavras-passe fracas ou duplicadas para as suas contas armazenadas. O Gestor de Palavras-Passe tem uma opção integrada para utilizar programas externos como uma autenticação de dois fatores (2FA) opcional.

Cibersegurança melhorada para utilizadores de Mac — Os níveis do ESET HOME Security para utilizadores de Mac têm agora uma nova Firewall unificada com opções de configuração básicas e avançadas na Interface Gráfica do Utilizador (GUI) principal. Isto significa que a solução é adaptada às necessidades dos utilizadores, desde as básicas às mais avançadas, sem definições desnecessárias.

Este robusto produto de segurança tudo-em-um é a solução ideal para todos os que têm preocupações para além da cibersegurança geral e inclui proteção da privacidade, proteção da identidade, otimização do desempenho, proteção dos dispositivos e proteção doméstica inteligente. Porque num mundo de ciberameaças avançadas, a qualidade é importante.

Imagens de alta resolução: https://fotos.aempress.com/WhiteHat/ESET/Hercules

ESET revela novas atividades da rede de burlões Telekopye que visam Booking.com e Airbnb

17/10/2024

 
Fotografia
Os investigadores da ESET descobriram que a rede organizada de burlões Telekopye expandiu as suas operações para visar os utilizadores de plataformas de reservas populares como o Booking.com e o Airbnb. A rede também aumentou a sofisticação da seleção das vítimas e da imitação dos websites de reservas, tornando as páginas de phishing ainda mais credíveis do que as usadas até agora.

O Telekopye é um conjunto de ferramentas que funciona como um bot do Telegram, transformando as burlas de mercados online em negócios ilícitos organizados. É usado por dezenas de grupos fraudulentos com até milhares de membros para roubar milhões de euros às suas vítimas. A ESET apresentou as últimas descobertas sobre o Telekopye na conferência Virus Bulletin de 2024.

Na rede de burlões Telekopye, os membros referem-se aos compradores e vendedores visados como Mamutes. Os burlões, chamados Neandertais pelos investigadores da ESET, requerem pouco ou nenhum conhecimento técnico – o Telekopye trata de tudo numa questão de segundos. De acordo com a telemetria da ESET, as fraudes de reserva começaram a ganhar força em 2024. As fraudes relacionadas com alojamento registaram um aumento acentuado em julho, ultrapassando pela primeira vez os esquemas de mercados online do Telekopye, com mais do dobro das deteções. Em agosto e setembro, as duas categorias mantiveram-se a níveis semelhantes.

A crescente popularidade dos mercados online tem atraído os cibercriminosos que se aproveitam de compradores e vendedores desprevenidos, procurando obter dados de cartões de crédito em vez de pechinchas. Uma vez que este aumento de fraudes de reservas coincide com a época de férias de verão nas regiões visadas – altura privilegiada para tirar partido das pessoas que reservam estadias – resta saber se esta tendência se mantém. Com base nos dados de 2024, estas novas burlas acumularam aproximadamente metade dos números de deteção das variantes de mercados online. As novas burlas centram-se principalmente em duas plataformas – Booking.com e Airbnb – em comparação com a grande variedade de mercados online visados pelo Telekopye.

Neste novo cenário de fraude, os burlões enviam um email a um utilizador-alvo de uma destas plataformas, alegando um problema com o pagamento da sua reserva. O email contém uma hiperligação para uma página web bem elaborada e de aspeto legítimo que imita a plataforma utilizada. A página contém informações pré-preenchidas sobre uma reserva, tais como as datas de check-in e check-out, o preço e a localização – e as informações fornecidas nas páginas fraudulentas correspondem às reservas reais efetuadas pelos utilizadores visados.

“Os burlões conseguem isto através da utilização de contas comprometidas de hotéis e alojamentos legítimos nas plataformas, que provavelmente obtêm através da compra de credenciais roubadas em fóruns de cibercriminosos. Através do seu acesso a estas contas, os burlões selecionam os utilizadores que reservaram recentemente uma estadia e ainda não pagaram, ou pagaram muito recentemente, e visam-nos”, explica Radek Jizba, investigador da ESET que descobriu e analisou o Telekopye. “Esta abordagem torna a fraude muito mais difícil de detetar, uma vez que a informação fornecida é pessoalmente relevante para as vítimas e os websites têm o aspeto esperado. Os únicos sinais visíveis de que algo está errado são os URLs dos websites, que não correspondem aos sites legítimos e imitados”, acrescenta.

Para além de diversificarem a sua carteira de alvos, os Neandertais também tentaram melhorar as suas ferramentas e operações para aumentar os seus ganhos.

“Antes de preencher qualquer formulário relacionado com a sua reserva, certifique-se sempre de que não saiu do website ou da app oficial da plataforma em questão. Ser direcionado para um URL externo para prosseguir com a reserva e o pagamento é um forte indicador de uma fraude”, aconselha Jizba.

No final de 2023, depois de a ESET ter publicado a sua série de duas partes sobre o Telekopye, a polícia checa e ucraniana prendeu dezenas de cibercriminosos que utilizavam o Telekopye, incluindo os principais intervenientes, em duas operações conjuntas. Ambas as operações visavam um número não especificado de grupos Telekopye, que tinham acumulado pelo menos 5 milhões de euros desde 2021, com base em estimativas da polícia.

Para uma análise mais detalhada sobre as mais recentes atividades do Telekopye, leia o whitepaper da ESET no seu blog WeLiveSecurity.

Imagem de alta resolução: https://fotos.aempress.com/WhiteHat/Telekopye
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